sexta-feira, 3 de junho de 2016

Trabalho Bem Feito

Se existe um negócio que já me salvou muitas vezes e que provavelmente ainda vai me salvar mais, mas que possuo um ódio colossal, esse negócio é gambiarra. Certo, algumas (várias) vezes, é necessário. Por exemplo, vai que, no seu primeiro dia morando sozinho, bateu aquela larica desgramada, mas, sendo o seu primeiro dia, você ainda não tem todos os móveis/eletrodomésticos. O que você faz? Bom, eu, particularmente, pegaria dois ovos (no homo), e colocaria dentro de uma cafeteira, encheria água nela e esperaria. Ora, é uma solução aceitável pra matar a minha fome. A água vai esquentar e vai cozer o ovo. Ovo cozido na cafeteira. Isso é uma gambiarra. É simples, efetiva, necessária, mas é gambiarra. Não me leve a mal: não gosto de gambiarras (e acredito que ninguém gosta) no sentido de trabalho preguiçoso. Aquela confusão de cabos que você enxerga em cada poste do centro de uma cidade. Aquele fio soldado a uma placa que supostamente era pra ser simplesmente encaixado. Gambiarra. Ô negócio pra me estressar.

Gambiarra legal
Abrindo um parênteses aqui: sobre o fio soldado, foi comigo mesmo que aconteceu. Tenho uma bateria eletrônica chamada Mandrágora das Planícies (meu amigo Fabio me ajudou a dar esse nome, salve Fabio). Estava eu, com uma playlist no shuffle, e começou a tocar Rock And Roll, do Led Zeppelin. Rapaz, tenho o costume de tocar forte, mas nessa música em específico me subiu uma força etérea nunca antes vista, que me concedeu temporariamente a habilidade de quebrar o pad do hi-hat no meio da canção (adoro essa palavra, "canção"). Do nada, parou de funcionar. Para explicar: a bateria eletrônica possui pads de borracha, onde você desce a muqueta neles, e dentro desses pads existe um trigger, uma espécie de captador de vibrações. O trigger, por meio de uma pequena tomada, é conectado a uma plaquinha eletrônica, que possui uma entrada para um cabo p10 (toda essa parte dentro de um só pad), que leva as informações da porrada até o módulo da bateria, onde é interpretado sua força, sampleado e isso e mais aquilo. Para resumir: de algum jeito, enquanto estava muito louco tocando, quebrei a tomadinha que conecta o trigger a plaquinha. E não achei a bendita peça em lugar algum pra substituir. Solução: aquela tomada certamente era útil para alguma coisa, mas mandei soldar o fio do trigger direto na plaquinha. Não fiquei feliz, mas ficaria menos feliz ainda se não desse umas bordoadas na Mandrágora de vez em quando. Confesso que ouço algumas alterações no som que não costumava escutar antes, mas sabia que isso aconteceria. Gambiarra. Que saco.
Agora me surge outro problema. Tenho um roteador, localizado na sala (em um extremo da casa), que distribui sinal wireless. Vou pular toda a parte técnica do assunto e dizer que o sinal não chega até onde quero. Ora, seria simples, como aquele roteador atua como um bridge, e não interfere se tirar ele ou não, tirei ele de lá e liguei onde quero que funcione. Não funcionou. É claro. Fui dar uma olhada no layout do cabeamento e, olha... Não faço ideia do que está ocorrendo.

Gambiarra chata
No retrato: o cabo azul descascado vem do modem. Ele descasca, e uma metade vai pro roteador, outra metade vai pro telefone, outra metade vai não sei aonde, o outro vai pra cá e pra lá... Se você não entende, imagina eu que nem explicar consegui. E se eu tirar o roteador de lá, a internet continua funcionando normalmente, o telefone continua normalmente, tudo normal. Como se ele nem existisse. Porém o sinal wireless desaparece. Correto, conclui que ele atua apenas como um bridge, uma espécie de repetidor, ou algo assim. Mas por que então ele precisaria de tanto cobre assim? Ou de ligações que vão para o telefone, fita isolante aqui e ali? Por que caralhos? Quem raios faz isso? Eu, pra fazer um negócio desse, deveria estar muito inspirado em dar dor de cabeça pra alguém. Enfim, arranquei tudo essa porcalhada aí e vou ver o que faço ainda. Achei um curso de redes na internet por R$30, e vou fazer só pra resolver isso. ¯\_(ツ)_/¯
Amigos, quando vocês forem fazer algo, sempre façam o melhor trabalho da vida de vocês. Levante cedo e diga: hoje vou ser uma pessoa excepcional. E se esforce. Quando sentar e estudar, baixe e a cabeça e pense consigo mesmo: "puta merda, hoje o negócio vai ser hardcore". Quando for fazer um trabalho, antes de começar, pense: "rapaz, esse aí vai pro meu currículo/portfólio de certeza". Quando for jogar um game de matar outros bonequinhos, comece a partida pensando "caralho, é hoje que eu killo geral". Quando for bater aquela pelada na sexta depois do trampo, vá imaginando: "quero meter 7x1 nesses brasileiros otários". Hoje em dia as pessoas estão com falta de personalidade, fazendo as coisas de qualquer jeito. É claro que, pra tudo, você recebe dinheiro, e pra quem não está feliz com seu trabalho, aí é complicado. Ah, você pegou a mensagem. Quero aqui deixar um vídeo que talvez explique o que quero dizer, e espero que você veja inteiro. Recomendação de As Aventuras de Getúlio.



(A verdade é que comecei esse texto num dia e terminei em outro, perdendo o fio da meada. Se tivesse terminado num dia, teria ficado redondinho. Cu.)
(Pensando aqui comigo mesmo, que massa né, quebrar a bateria tocando ROCK AND ROLL, meu velho. Muito massa. Se tiver uma gata lendo o texto, é verdade sim, aconteceu, manda DM que te passo meu número.)

terça-feira, 31 de maio de 2016

Getúlio versus The Machine

Saudações, garoto e garota.
Cá estou eu, em uma madrugada de segunda-feira, escrevendo uma postagem bacana no meu mais novo blogue. Já tive um Tumblr, há não sei quantos anos, de downloads, e se postei três vezes lá já é muito. Conclui que não é o meio mais recomendado para baixar programas, já que o público é diferente do que eu pensava na época. Além do mais, eu pegava programas aleatórios (por exemplo, WinRAR), pesquisava no Baixaki e colava o link do download em uma postagem. Agora me deu na pilha de fazer um blogue pra ficar escrevendo merdas que não cabem em um tuite. Sempre tive vontade de fazer isso, porém quem me impulsionou foi meu amigo Tadeu, que, dentre outras coisas, possui um blog. Tadeu é um rapaz que cursa filosofia e programa nas horas vagas, mas o que acho mais interessante sobre ele é o seu amor pela tecnologia dos anos 90 e essas paradas mais vintage. Até foi ele quem me ensinou a mudar o tema do Windows 7 para um parecido com o Windows 98. Essa talvez não seja a melhor e mais justa definição de sua pessoa, só quis entrar no mérito de apresentá-lo.
Devo aqui frisar que não sou nem um pouco habilidoso para escrita, sou muito mais um cálculo diferencial, umas funções trigonométricas ou então como matematicamente escolher o banheiro químico perfeito, e também não sou familiarizado com textos abertos, que vem das minhas próprias ideias, já que, sempre que preciso fazer um texto, o tema já está pré-definido e eu só preciso dissertar em cima daquilo. Acostumei por causa dessa porcaria de vida de vestibulando. Sim, ainda sou vestibulando, Deus sabe por mais quanto tempo. Ao menos conheço algumas regras básicas de gramática para não passar vergonha, por exemplo, a posição de pronomes oblíquos átonos, vírgulas (quando me lembro) ou crases (quando me lembro também). Porém, tenho quase zero experiência em escrever livremente. A estrutura do texto pode ficar bastante irregular e talvez fique um pouco confuso para quem estiver lendo, mas na minha cabeça ao menos faz um pouco de sentido. Ah, busque não se preocupar com a repetição de termos no decorrer dos parágrafos, e tenta acompanhar a minha linha de raciocínio se tiver no interesse de ler tudo essa encheção de saco.
Sinto aqui a obrigação de explicar o porquê do título "Getúlio versus The Machine". A ideia de escrever este texto veio do meu struggle para ajeitar o visual de As Aventuras de Getúlio. Peguei alguns vários tutoriais para tentar entender e aprender a mexer em HTML. Até entendi o espírito da coisa, problema é que assisti a alguns conteúdos direcionados a sites profissionais e não a um simples blogue. Não consegui aplicar o conhecimento que foi apresentado a mim de um modo geral em um lugar onde ninguém vai ter paciência pra acessar e ler. Fiquei vários minutos olhando para o código-fonte da página, comparando elementos, para ver o que conseguia fazer, mas eu simplesmente travo quando não consigo entender cem por cento de algo. Um mal estar se faz presente sob meu estômago nesses momentos, e começo a ficar incrivelmente impaciente. Fiquei triggered, e decidi fazer uma postagem, mesmo estando zerado de ideias.
Não sou apático com tecnologia - aliás, gosto muito dela. O problema é que minha personalidade não me permite ser mestre em algo. Fico entusiasmado muito facilmente com qualquer coisa, e acabo tentando absorver muita informação em pouco tempo até ficar desmotivado ou desinteressado. Esse provavelmente será o fim de As Aventuras de Getúlio, porém tentarei escrever o máximo possível antes que isso aconteça. Sei um pouco de algumas coisas: matemática, física, biologia, programação, design gráfico, tocar bateria, manutenção de computadores, modelagem, cultura cinematográfica, jogos eletrônicos, lógica, periféricos, edição de vídeo, escrita, habilidades sociais, e blá blá blá. Agora me pergunta se sou bom em pelo menos uma delas. Se você perguntou, faço as honras: não. Nem em UMA única área sou bem entendido. Várias foram as pessoas que me perguntaram sobre determinado assunto achando que eu soubesse por fazer parte do meu perfil, e não tive a competência de responder. Tenho bastante apego com matemática e física, talvez até tenha alguma facilidade, contudo, como muitos, já me frustrei várias vezes com essas porcarias de disciplinas. Programação e sua lógica entendo apenas os princípios, a parte básica. Quando fiz faculdade de Engenharia Mecânica, fui o melhor aluno de programação de minha sala, muito injustamente, mas fui, e não sou nem um pouco bom nisso. Até porque nem o design do meu blogue eu consegui deixar trincando. O que me lembra o fato da minha falta de destreza em design gráfico. Modelagem eu aprendi durante a faculdade também, mexendo em AutoCAD e SolidWorks. Fiquei fascinado com aquilo tudo, e prometi a mim mesmo que seguiria a carreira de projetista. Nem preciso falar que não deu muito certo. A respeito de habilidades sociais, nem sei o porquê de eu ter colocado na listinha, já que possuo muito pouco. O que entendo é alguns padrões e traços de personalidade de outras pessoas que, de algum modo, fazem o perfeito sentido dentro da minha cabeça. Devo ter pego isso das minhas épocas de pivete, onde eu queria muito saber como hackear um perfil de Orkut, até eu me deparar com o termo "engenharia social". Pesquisei um pouco, achei complicado e desonesto, deixei pra lá. Talvez tenha nascido dessas buscas também meu lado programador. Joguinhos eletrônicos e cultura cinematográfica nasceu do meu uso constante de computadores e toda essa patifaria. Conclusão disso tudo: uma coisa levou a outra. Mas não sou nem ao menos mediano nas áreas citadas. E isso, hoje, me incomoda. Não consigo um emprego, ninguém tem disposição pra terminar de me ensinar algo e constantemente mudo meus gostos. Ou seja, no momento, encontro-me inútil. Não que me sinta mal com isso, afinal, espero ser só uma fase. No entanto, aguardo ansiosamente o fim do ano, porque é assim que seres humanos resolvem seus problemas. Eles esperam por alguma mudança nas viradas de ano e não tentam mudar antes disso.
Deixando toda a chatice de lado e entrando em mais chatice, quero voltar a explicação do título: Getúlio versus The Machine. Como alguns espertos devem ter concluído, Getúlio é quem redige o texto que você está a ler. E o 'versus The Machine' é uma referência a How I Met Your Mother, uma série recomendada pelo Getúlio. Tanto faz se Friends é melhor (o que concordo), mas é um sitcom bastante bacana e tem o selo de aprovação Getúlio.
Destacando mais uma vez, o As Aventuras de Getúlio é um blogue que foi criado para escrever o que não poderia caber em 140 caracteres, então, você, otário(a) que leu isso até o final, não espere algum propósito no(s) texto(s) aqui escrito(s). Eu, como um escritor novato que conhece bulhufas sobre o tópico, estou arranjando palavras que tentam seguir a linha de raciocínio do que comecei a produzir. Não chamo de desabafo, porque quem faz blogue pra ficar desabafando não tem o que fazer. Não que eu tenha, mas é isso aí mesmo, amigo(a). Com o tempo, talvez eu venha com algumas ideias mais coerentes e alguns registros mais interessantes. Por ora, isso é tudo.